23mar

Cidades cada vez mais inteligentes

Cidades cada vez mais inteligentes

Soluções tecnológicas para mobilidade,  sustentabilidade e qualidade de vida.

Imagine uma cidade totalmente controlada pela internet através de um sistema de redes sem fio. Este lugar se chama Songdo e está sendo erguido a 56 quilômetros de Seul (Coréia do Sul) desde 2002. Trata-se de um projeto imobiliário com escritórios, residências, lojas, praças, ciclovias, parques, centros de convenções, escolas, hospitais, supermercados, metrô, em uma área de 6 km² e capacidade para 40 mil habitantes. Atualmente, 40% das operações estão prontas, com previsão de conclusão em 2020.

Considerada a cidade mais inteligente e sustentável do planeta, suas ruas contam com sensores no asfalto que identificam a velocidade dos veículos e calculam o tempo de abertura dos semáforos. Além disso, os carros terão chips que estarão conectados a uma central que avisará sobre possibilidades de  engarrafamentos, criando desvios para facilitar o fluxo. Como transporte público, além de metrô, haverá táxis aquáticos. Para evitar o desperdício de energia elétrica, câmeras sensíveis serão instaladas nas vias públicas para monitorar os pedestres e, quando estiverem vazias, poderão ter luzes diminuídas.

| Os carros terão chips que estarão conectados a uma central que avisará sobre possibilidades de engarrafamentos, criando desvios para facilitar o fluxo.|

Nas ruas, residências e escritórios, estão previstas telas para vídeo-chamadas, e os moradores receberão um smartcard que poderá ser usado para pagar metrô, cinema, abrir porta de casa, alugar bicicleta, entre outras facilidades.

Até mesmo as embalagens dos produtos terão um QR-Code para identificar se estão sendo descartados corretamente,  pois a cada compra realizada na cidade, todos produtos terão um sistema que identifica quem comprou e onde mora, sendo que cada vez que um morador descartar o lixo dentro das regras, ganhará uma bonificação que poderá ser um crédito para ser revertido em descontos nos impostos. Já a coleta do lixo funcionará por meio de um sistema tecnológico de canos pressurizados, retirando resíduos líquidos e sólidos que vão para um depósito debaixo da terra, sem a necessidade de caminhões de lixo.

Para evitar o desperdício de água, um sistema de retenção possibilitará o reúso da água para lavar pratos e roupas e que poderá ser armazenada para irrigar parques e praças. Nesse sentido, também estão previstos telhados verdes que absorvem água da chuva e amenizam as emissões de CO2 na atmosfera. E a produção de energia elétrica será por luz solar captada de painéis e vidros fotovoltaicos nos edifícios.

Outros exemplos de cidades inteligentes (smart cities) também se destacam na Ásia. Em Fujisawa, no Japão, a 50 quilômetros de Tóquio, a Panasonic está liderando um projeto grandioso com previsão para ficar pronto em 2018. Localizado numa área de 19 hectares onde ficavam instalações de uma antiga fábrica da marca, o projeto Fujisawa SST pretende abrigar uma população de 3 mil habitantes que ocuparão aproximadamente 1.000 residências. Entre as facilidades, estão compartilhamento de carros elétricos e bicicletas para reduzir a emissão de CO2. Para a geração de energia, serão instalados painéis solares e sistemas que produzem eletricidade e água quente. Também serão instaladas baterias elétricas e sistemas de bombas de calor que utilizam o calor disperso no ar para reduzir o consumo de energia.

| A Panasonic está liderando um projeto que terá compartilhamento de carros elétricos e bicicletas,  geração de energia, painéis solares e sistemas que produzem eletricidade e água quente. |

Nos Emirados Árabes, também estão sendo erguidos projetos grandiosos, sustentáveis e tecnológicos.  Masdar, em Abu Dhabi, é um exemplo disso. A construção iniciou em 2006 e tem por objetivo zero emissão de gás carbônico. Para isso, foram investidos 22 bilhões de dólares em obras que vão desde um campo de energia solar com capacidade para produzir 17.500 MWh de eletricidade limpa por ano; um sistema de transporte elétrico por trilhos magnéticos, em veículos compactos; dessalinização do mar para tornar a água potável. Devido ao clima extremo da região, que pode chegar aos 50°C, haverá climatização através de um sistema que utilizará a brisa do mar. A previsão de conclusão é 2025, com capacidade para 50 mil moradores em uma área de 6 km² de extensão.

Em Cingapura, o distrito de Jurong Lake é como um grande laboratório, pois irá desenvolver sistemas que privilegiam o uso racional de energia e mobilidade urbana, aliados com tecnologias de ponta de  convergência de dados. Localizado a 17 quilômetros da capital, Jurong Lake reúne um centro de negócios ainda em processo de construção onde mais de 20 empresas estão instaladas para testar inovações. Um exemplo é a conectividade de fibra de alta velocidade e potência em vias públicas para fazer monitoramento, como tráfego, para luzes e ônibus, condições de estradas e clima, de forma que todas essas informações “conversem”. Também serão testados os carros autônomos (sem motorista) para transportar passageiros em parques e jardins de Jurong Lake. Ainda para as vias públicas, haverá um sistema automatizado que detecta a necessidade de limpeza.
Saiba mais: songdoibd.com/about/ www.smartcityexpo.com/en/

Por Criz Azevedo

Olá, tudo bem? Gostaria de informações sobre a Finger.